sexta-feira, 30 de agosto de 2013

TUBULAÇÃO PLUVIAL PARA PRÉDIOS


Tubulação pluvial para prédios
            (Dica para incrementar sua maquete.)


Quando se usa a escala HO (1:87), determinadas coisas você não encontra para comprar, como por exemplo calhas e tubulação para os edifícios da maquete.
Se considerarmos que um tubo de PVC convencional que se usa para a descida da água dos prédios mede em torno de 100 mm, na escala HO ele vai ficar com aproximadamente 1,15 mm. O material mais próximo dessa medida é o arame Alpaca nº 18 que mede 1,2 mm, excelente para a substituição do nosso velho e conhecido PVC de 100.
Se não encontrar o arame alpaca pode-se usar qualquer outro arame que tenha entre 1 e 1,3 mm.
É bem simples, mas as fotos abaixo mostram como fazer e pode ser útil para alguém que precisava incrementar os edifícios com um pouco mais de realismo. 
 







Na primeira foto usei arame Alpaca nº 18, que mede 1,2 mm de espessura. Para imitar as alças de fixação à parede usei pequenas argolas de "espaguetti termo-retrátil" que se compra em loja de suprimentos para eletrônica. Colocar várias argolinhas de 2 mm de largura, dando espaço entre elas , conforme necessidade e tamanho da tubulação.
Para fixar as argolinhas no lugar, como o produto é "termo-retrátil" usar qualquer fonte de calor. O secador de cabelo resolve bem o problema.
A alça de fixação também pode ser feita com um pequeno anel de papel sulfite, ou vinil.
A criatividade do modelista é que indicará o melhor caminho para se obter o melhor resultado. Aconselho sempre experimentar diversos materiais. 





Na segunda foto a tubulação já pintada de branco e fixada à parede.
A pintura é com branco automotivo.
Não usar Super Bonder porque ele mancha a pintura. Use pequenas gotas de epoxy de 2 elementos.



Nas duas últimas fotos o prédio já está dentro do cenário.






A maquete onde foram tiradas essas fotos está no saguão da Serra Verde Express, na Rodoferroviária de Curitiba.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

ALVENARIA COM AS EMBALAGENS DOS DESVIOS 281 E 282 DA ATLAS

Texto e fotos: José Balan Filho



Este tutorial demonstra como utilizar as embalagens dos desvios da Atlas, referências 281 e 282, para fabricar placas de resina que imitam paredes de alvenaria. O desenho da embalagem sugere paredes com vigas de concreto pintadas, e o seu interior rebaixado imita reboco e massa corrida.

CUIDADOS ESPECIAIS
O desenvolvimento desta técnica envolve a utilização de estilete, de resina e de tintas. Por isso, use material de proteção. Ao utilizar a resina e a tinta, faça-o em ambiente ventilado.  

Nível de dificuldade:  Média 

Tempo de execução:
  • Preparação das embalagens: 5 minutos
  • Preparação da resina e enchimento dos moldes: 20 minutos
  • Desmoldagem: de preferência depois de 24 horas
  • Pintura: 30 minutos (com tinta acrílica)

Domínio prévio de:

  • Uso de aerógrafo, mas só no caso de optar por pintura com aerógrafo e não com pincel

  

Lista de materiais:

  • Embalagens dos desvios da Atlas, referência 281 ou 282
  • Resina cristal (encontrada em lojas de laminação em fibra de vidro)
  • Solução de parafina (encontrada em lojas de laminação em fibra de vidro)
  • Catalisador poliéster (encontrado em lojas de laminação em fibra de vidro)
  • Talco industrial (encontrado em lojas de laminação em fibra de vidro)
  • Corante (pigmento pasta) (encontrado em lojas de laminação em fibra de vidro)
  • Tinta acrílica branca e marrom (adquirida em loja de artesanato; se for usar aerógrafo, tem que ser tinta acrílica para aerógrafo)
  • Acetona (encontrada em lojas de laminação em fibra de vidro em volumes maiores do que se vende em farmácia. Venda permitida somente a maiores de idade.)
  • Papel-toalha



  • Para quem estiver no Brasil, indico como fornecedor de resina, corante, talco e pigmentos a empresa Casa do Silicone ( www.casadosilicone.com.br ) ou pelo telefone 041-3345-5577.Eles enviam pelo correio e transportadoras.




Lista de ferramentas:

  • Becker (graduado)
  • Vareta
  • Pincel macio, pequeno,  ou aerógrafo (para quem tem o domínio da ferramenta)
  • Estilete

Desembalando o desvio e recortando a máscara


Recorte a embalagem do desvio cuidando para manter sem dobras e sem cortes toda a parte plástica, conforme o modelo que aparece na parte de baixo da foto . O ideal seria retirar o desvio através de um rasgo no papel na parte traseira da embalagem e depois colocá-la dentro de uma vasilha com água, para que o papel se solte inteiramente sem causar nenhum dano à parte plástica.

Usando outra embalagem igual e um estilete de ponta fina recorte os 6 retângulos, fazendo isso com muito cuidado e capricho, pois essa parte será utilizada para fazer uma máscara quando da pintura da peça (do lado de cima da foto).

Preencha as embalagens com a resina, utilizando o corante que achar mais adequado. Sugiro o branco como corante pois será uma boa cor de base para a aplicação de qualquer outro acabamento por cima).

Preparando a resina
 Coloque a quantidade de resina que achar adequada para o seu projeto.


Coloque o corante e misture bem (para 100 ml de resina, meia colher de café).



Coloque a Solução de parafina (40 gotas para cada 100 ml de resina), e misture bem. A função da parafina é evitar que a placa fique "grudenta" quando estiver seca.



Coloque o talco industrial (uma colher de sopa bem cheia para cada 100 ml de resina), misture bem.




Depois dessa etapa, e antes de colocar o catalisador, deixe a mistura descansar durante 10 minutos para que as bolhas formadas durante a mistura dos componentes se dissolvam.

Coloque o catalisador (40 gotas por 100 ml de resina) e misture com suavidade, para não formar novas bolhas.



Faça o enchimento dos moldes e espere 24 horas para desmoldar.




Com acetona e papel-toalha limpe o Becker para posterior reutilização.
A quantidade de material descrita neste tutorial enche dois moldes.
Atenção: Dependendo da temperatura ambiente e da umidade do ar, o catalisador reage de forma diferente. Quanto mais quente e mais seco, mais rápido se completa o processo químico. Portanto, deixe todo o material preparado. A superfície onde ficarão os moldes deverá ser absolutamente plana.


Desembale depois de 24 horas tomando cuidado para não quebrar a embalagem.

Na foto abaixo aspecto da peça de resina já pronta.



PINTURA

Faça a pintura da estrutura das placas, na cor desejada. No meu caso, utilizando o aerógrafo, pintei de marrom Van Dick 



Para fazer a parte rebaixada da alvenaria sobreponha a moldura sobre a placa já pintada e seca, e faça o acabamento do meio na cor branca (ou da cor que preferir).



Aplique as placas nos locais destinados a elas no projeto. No meu caso usei as placas para revestir a plataforma de descarregamento de minérios.



Para simular o envelhecimento apliquei uma leve vaporização com tinta preta utilizando o aerógrafo.

Com pintura, envelhecimento e adequação ao local onde vão ser colocadas, as placas cumprem perfeitamente o seu papel.



Na foto abaixo mostro a mesma placa sendo utilizada como muro na Maquete das Crianças. Nesse caso as placas foram cortadas ao meio.















Para contatos deixe mensagem nesta página.


domingo, 18 de agosto de 2013

FAZENDO MOITINHAS COM GRAMA ESTÁTICA

(Texto, fotos, ilustrações: JOSÉ BALAN FILHO)




Várias empresas do exterior, entre as quais a Silflor e a Noch, nos colocam à disposição moitas de capim que podem ser usadas nos mais diversos cenários de maquetes. De qualidade insuperável, existe uma variedade muito grande de cores e tamanhos, mas o grande problema é o preço, que é sempre muito elevado.
O que ofereço com esse pequeno tutorial é a técnica de fazer essas moitinhas de capim em casa, utilizando um aplicador caseiro feito a partir do mata-moscas elétrico, e grama estática.
Para quem não pode importar, a grama estática pode ser adquirida nas lojas nacionais que atendem os ferreomodelistas. A maioria delas aceita encomendas.
Materiais:
1 - Uma chapa de metal, de preferência alumínio, sem qualquer proteção. Com Teflon não serve. Pode ser uma forma de bolo, ou algo semelhante.
2 - Grama estática na cor de sua preferência (Neste tutorial a grama tem 6 mm)
3 – Cola PVA
4 – Um aplicador de grama estática
5 – Um pincel médio (em torno de 1,5 a 2,5 cm de largura)
6 – Um estilete

TÉCNICA:
Na chapa de alumínio (forma, etc., etc.,) vá pincelando cola PVA sem diluição, variando nos formatos e nos tamanhos.
É importante um bom volume de cola para uma boa fixação da fibra.



Faça a fixação da garra do aplicador ao metal, cuidando para que haja um bom contato elétrico entre as partes. Garra mal colocada normalmente resulta em má fixação das fibras.
É importante, também, que o aplicador esteja com a bateria bem carregada.



Coloque a grama estática no aplicador e cubra toda a área onde estão os pontos de cola.



Importantíssimo! Deixe o aplicador o mais perto possível da chapa (sem encostar na cola) para que haja um bom fluxo elétrico e a grama realmente caia e fique de pé sobre a cola.
Veja foto em close, abaixo.



Faça a cobertura da cola com bastante grama estática. Depois que a cola secar, o excesso de fibra poderá ser retirado e reaproveitado.



Deixe secar por aproximadamente 12 horas. Ao retirar o excesso de fibra, o resultado final é o que se vê na foto abaixo.



No texto acima frisei a importância de aproximar o aplicador o máximo possível da chapa. Isto garante que o maior número de fibras fique de pé sobre a cola, conforme destaque da foto anterior.
Veja no detalhe da foto abaixo como uma boa carga da bateria e uma boa aproximação do aplicador da chapa produzem moitinhas bem feitas.



Com um estilete, fica fácil retirar suas moitas de capim da chapa de alumínio. Com certeza sua maquete vai ficar muito mais bonita com elas.



A colagem das moitinhas na maquete poderá ser feita com a mesma cola PVA, ou se você quiser uma fixação mais rápida, use Super Bonder.
As moitinhas poderão ser mescladas com outras cores e outros materiais. Novamente, o que vale é a criatividade do ferreomodelista.



Contribuições ao texto poderão ser feitas dentro dos comentários.

FAZENDO CERCAS E ALAMBRADOS DE METAL

(Texto, fotos e ilustrações: JOSÉ BALAN FILHO)



Este tutorial ensina como fazer cercas e alambrados.
Cuidados especiais: A execução desta técnica envolve o uso de ferro de soldar e solda. Use material de proteção adequado. Não esquecer que a solda emite gases voláteis.
Palavras chaves: cerca, alambrado
Tempo de execução do gabarito: 30 minutos
Tempo de execução de uma cerca com 30 cm: 30 minutos
Domínio prévio: uso do ferro de soldar.
Grau de dificuldade: médio
Uma forma de incrementar sua maquete com material resistente e durável é fazendo suas próprias cercas e alambrados,
usando apenas duas ripas ( que podem ser obtidas facilmente em qualquer marcenaria), uma pedaço de tela bem fina
( é encontrada em lojas que vendem telas para galinheiros e viveiros) e arame nº 18 (que você vai encontrar em lojas de ferragens).




Lista de materiais:
- Ripa de madeira com 30 cm de comprimento, 4 cm de largura e 1,5 cm. de espessura, para o gabarito (no exemplo acima usei compensado sarrafeado)
- Ripa de madeira com 30 cm de comprimento, 1 cm de largura e 2mm de espessura
- Tela de metal de trama bem fina
- Arama alpaca nº 18, ou similar
- Serra manual de artesanato
- Alicate de corte
- Ferro de soldar e solda
- Martelo pequeno
- Preguinhos pequenos (podem ser os de fixação de trilhos)
- Tesoura para corte de metal




Fazendo o gabarito
Pegue a ripa mais espessa e risque de 3 em 3 cm, conforme modelo abaixo, deixando um espaço de 1 cm antes do primeiro risco.



Depois faça um risco no sentido longitudinal, a 1 cm da base. Em seguida, conforme o modelo,
faça o risco transversal (nas duas extremidades) que servirá de guia para inserir o reforço dos palanques.




Seguindo os riscos como guia, faça um corte de 1 mm de profundidade com a serrinha de artesanato.
Alargue o corte para que caiba o arame alpaca. Uma boa forma de fazer isso é usando uma lima triangular pequena.




Corte o arame usando como medida a largura do gabarito.
Faça tantas unidades quantas forem necessárias para a execução do seu projeto.




Recorte a tela com a tesoura para metal. No nosso exemplo 2,8 cm, que vai corresponder a uma cerca alta,
com aproximadamente dois metros e meio de altura, na escala 1:87 (HO)




Coloque os pedaços de arame que servirão de palanques nos cortes feitos na madeira, alinhados com a parte superior do gabarito.
Faça o mesmo com a tela. Corte no tamanho apropriado um pedaço de arame que deverá ser inserido no corte transversal
entre o primeiro e o segundo palanque. Fixe tudo no lugar com a ripa mais fina, utilizando os preguinhos e o martelo.



Com o ferro de soldar bem quente dê dois pontos de solda, um na parte superior e outro na parte inferior.
Solde também o arame transversal para dar maior resistência ao conjunto. Depois que forem feitas todas as soldas,
recorte essa sobra de tela que aparece antes do primeiro palanque.



Uma outra opção de montagem é fixar a tela sobre o gabarito, inserir sob a tela os arames que servirão de palanque,
e cortá-los. Se a tela estiver bem alinhada e bem fixa você vai ganhar tempo porque os arames cortados já estarão em
seu lugar para soldagem. Veja a foto abaixo.




Na foto abaixo vemos a cerca pronta e fixada em seu lugar definitivo.



A cerca pode ser deixada em sua cor natural ou pintada e depois envelhecida com manchas de ferrugem.
Pode, também, receber pintura em faixas - com as cores da empresa - como fiz no exemplo abaixo com
as cercas da Siderúrgica VALENE.


Esta cerca foi apenas envelhecida com fuligem


Observe nesta cerca a ação do tempo fazendo seu trabalho.

FAZENDO O ALAMBRADO

Para fazer o alambrado utilize a mesma técnica da cerca deixando os palanques
meio centímetro maiores na parte de cima.



Dobre os palanques no ângulo que achar mais adequado, de preferência entre 30 e 45 graus.



Para fazer os arames de proteção que ficam na parte de cima do alambrado você pode usar o mesmo arame da tela, desfiando algumas unidades.



Fixe de 2 a 4 arames na parte angular do alambrado, com solda ou com cola. O resultado final
vai depender do seu jeito com o material utilizado e do seu capricho.
O alambrado da foto abaixo foi realizado apenas como exemplo.



Desse ponto em diante vale a criatividade do ferromodelista.
O que apresentei acima é apenas uma amostra do que pode ser feito. Se você tiver um bom fornecedor
de telas poderá, inclusive, encontrar outra que dê melhor resultado visual.
O ferromodelista vai adaptar a técnica ao seu projeto. A cerca pode ser mais alta, mais baixa,
pode ter os palanques mais pertos um do outro, ou mais distantes. As necessidades individuais é que vão definir essas peculiaridades.